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O Limão, o enjoo e a gestação

O que é o enjoo na gestação?

Segundo o Livro ‘A Linguagem do Corpo’, da autora Cristina Cairo, um dos motivos de se ter enjoo na gestação é a raiva. Quando uma gestante nutre raiva de algo ou alguém da família, pode surgir o enjoo. Pode ser também por achar que seu/sua companheiro/a não lhe dá atenção.

A autora também fala que se existe algum medo ou mágoa em relação a família, pode acontecer de haver vômito excessivo ou uma perda gestacional. Por que? Se a mãe nutre sentimentos como: não quero que meu filho faça parte dessa família (tanto a do/a companheiro/a como a dela própria). É importante a mãe perdoar essa família que a faz tão mal. Em suma, o enjoo simboliza medo, então reflita sobre os seus medos. 

Ela ainda diz que é importante nos mantermos firmes e confiantes no caminho escolhido. O enjoo faz parte de uma grande roda de medos, inseguranças e vitimizações: quando nos sentimos as vítimas da situação o tempo todo e não assumimos a nossa responsabilidade sobre a vida, quando ficamos na nossa criança o tempo todo, quando a gestação chega num momento de ascensão da carreira e dos estudos, quando achamos que ficamos feias e gordas com a gestação e por aí vai. 

O papel do Limão na gestação

O limão foi meu grande herói durante o primeiro trimestre e espero que ele ajude mais e mais gestantes também.

Em 100g de limão temos: 
60mg de vitamina C; 
0,04mg de vitamina B1;  
0,01mg de vitamina B2;
0,3mg de vitamina PP;
14mg de cálcio;
11mg de fósforo;
0,1mg de ferro;
6g de ácido cítrico.

Eu poderia ficar horas ‘falando’ sobre o limão, mas nesse momento vou focar no uso durante a gestação.
Para aliviar os sintomas de náuseas e acidez gástrica na gestação temos algumas formas de utilizar o limão. 

1 - Cheirar o limão: ajuda a conter os enjoos por aromas “ruins”, também se pode utilizar o óleo essencial de hortelã pimenta. 
2 - Suco de limão: para 1L de água utilizar 1 limão (da sua preferência), sem açúcar ou adoçante. Em caso de acidez gástrica, tomar um copo entre as refeições e evitar deitar-se imediatamente após ingerir alimentos, o recomendado é esperar de 1 à 2h após se alimentar. 
3 - Adicionar o limão na dieta: em vez de utilizar vinagre e outros molhos para a salada e carnes, utilize o limão. Gosto muito de refogar a couve com cebola e o caldo de 1 limão. Na salada e com feijão, os cítricos ajudam na absorção do ferro que entra em queda na gravidez por estarmos “dividindo espaço” com outro serzinho. 

Aqui eu falei do limão, mas os cítricos em geral ajudam nos enjoos e na acidez gástrica e são ótimos junto das refeições. Invista em frutas e legumes da estação, essa é sempre uma ótima ideia. 

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Puta que Pari!

Tirinha da ilustradora e mãe Thaiz Leão @a_maesolo
Estive afastada, sim, estive. Muitas coisas acontecendo e eu não consegui me organizar para ser o "eu blogueira" novamente. Agora com o Ákilah com 7 meses eu já consigo me sentir mais liberta para escrever (mesmo parando a cada 5 segundos pra tirar o bebê de algum lugar perigoso).

Vou falar um pouco pra vocês sobre o ultimo ano que eu fiquei fora!
  • Em Abril eu me mudei, o que ajudou a eu não postar porque não tinha internet. Só uma pessoa trabalhando (que obviamente não era eu) e nós seguramos as pontas até agora que eu voltei a trabalhar, nesse meio tempo eu me dediquei a pintura e artes manuais com cristais e o bom e velho crochê pra ajudar na renda mensal;
  • Segui estudando até as 32 semanas de gestação, depois consegui um atestado pra ficar em casa e entregar os trabalhos a distância, era bem difícil andar de ônibus com uma cabeça encaixada na minha pelve e o mais incrível é que muitas mulheres passam pelo mesmo e ninguém comenta!!
Primeiro adendo: percebi que muitas coisas são assim, "fulana" passou por isso e nunca contou ou comentou, daí a Muryel vai lá e comenta e a "fulana" diz "ah eu também tive isso". Ou seja, nós mulheres e mães nos traímos fortemente quando deixamos de falar o que sentimos durante a gestação. Só ouvia que era maravilhoso estar grávida e que depois de nascer é que o bicho iria 'pegar' de verdade. Mas eu vou dizer que sempre senti 'o bicho pegando' desde que eu descobri a gravidez.
  • Teve muita crise no processo de toda a gestação, não só pelas mudanças do meu corpo, mas pela forma do Lucas (namorado, companheiro, chato e pai do Ákilah) agir, pela libido que ia e vinha e não batia com as idas e vindas do Lucas, teve muita faxina que eu fiz de barrigão que me gerou muita ansiedade e contrações assustadoras (que não eram nada demais, mas eu fiquei cagada de medo), tive que ficar de repouso nas ultimas 3 semanas pro guri não nascer prematuro e tomei muito floral.
Segundo adendo: quando você engravidar crie uma lista de séries e filmes pra assistir, grávidas consomem muito de qualquer divertimento fácil. Eu li dois livros (no máximo) em 9 meses de gestação e eu costumava ler de 2 a 3 livros por mês. E ah, grávidas ficam meio burras, isso é normal, nosso cérebro está focado em outras coisas e não em ser inteligente e com o raciocínio ligeiro.
  • Passei na Federal pra Artes Visuais e o resultado saiu uma semana antes do parto, eu só decidi que não valia a pena correr com 38 semanas de gestação pra entregar papelada na faculdade. 
  • O Ákilah nasceu em casa, parto domiciliar planejado com parteira e doula. Nasceu com 39 semanas e 3 dias, na noite mais fria do ano (e não importa que digam que uma semana depois fez mais frio porque eu sempre vou contar a história assim). Entrei em trabalho de parto lá pelas 20h após um sexo de reconciliação (digamos que rolou uma treta envolvendo uma tal de massa com almôndegas, vulgo desejo de grávida), eu senti muito medo, medo do que eu não entendia e do que eu não havia vivenciado, o Lucas foi a melhor pessoa nesse momento, me acolheu e me fez ver, foi o que "virou a chavezinha" do parto. Vou contar um segredinho que ninguém conta também, quando algumas mulheres entram em trabalho de parto elas fazem coco, muito coco. Talvez todo o coco trancado de dias. No meu caso não foi diferente. E para adentrarmos na Tenda do Parto precisamos entender que o parto NÃO é limpo, tem xixi, coco, sangue, líquido, vômito e por aí. Enfim, continuando: Após o episódio do coco eu tive desejo de bolo, o bolo que eu enjoei e briguei com o Lucas no inicio da gestação, ele fez, obviamente e eu comi. A parteira chegou por volta da meia noite com a minha doula e meu trabalho de parto (TP) ficou tímido, às 2h30 elas fizeram toque e eu estava com quase 5cm de dilatação, então combinamos que eu iria tentar dormir e elas iriam para casa que era perto dalí, por que? Porque meu TP poderia evoluir em horas como poderia levar o dia todo. As 3h eu deitei e as 4h20 eu acordei com muita dor. Teve outro episódio de coco (tudo isso no banheiro, no lugar certo tá gente?!) e o Lucas sentadinho na sala me acompanhando de perto, nisso eu calei a boca dos bichos da vizinhança com um grito (vocalização típica do TP), deixa eu explicar, os cachorros estavam latindo e uivando e os gatos no telhado brigando, eu gritei e fez silencio a noite toda. Nisso o Lucas ligou pra parteira e ela falou comigo, eu lembro de dizer "eu fiz mais coco, a contração ta mais forte e eu sinto muita vontade de fazer força" e bastou pra elas virem. Elas chegaram por volta das 5h da manhã, eu estava meio reclusa no banheiro após ter obrigado o Lucas a lavar dois baldes na água gelada (da noite mais fria do ano, lembra?) um pra placenta e outro pra eu vomitar. Ele chegou com o balde e eu vomitei. Eu fiquei muito na minha dor, na reclusão do chuveiro, chamei a minha doula mais pro final, quando ele já estava no canal de parto, ela me deu suporte, fez manobras pra aliviar a minha dor (eu ainda acho que devia ter abusado mais dela). Eu contei que corri o Lucas de dentro de casa? Pois é, eu fiz isso! Teve um momento que eu estava de barriga pra cima pra Parteira ouvir o coração do bebê que eu fiz uma força grande e senti a cabeça, nisso eu gritei "EU TO SENTINDO A CABEÇAAA!" e a parteira olhou e disse "é, é a cebeça, quer que eu chame o Lucas?" O Lucas veio, defumou a gente, ficou ao meu lado, me ajudou a ficar de cócoras junto com a minha doula e o Ákilah nasceu (como eu tinha previsto) na penumbra do amanhecer, às 7h da manhã. Ele nasceu empelicado, ou seja, na bolsa, ele parecia um pacotinho de salsichão, quando ele veio pro meu colo eu só pensei "meu deus, que coisinha roxa e enrugada, espero que fique bonito" mas no mesmo instante eu amei aquele pacotinho. Esse foi o resumo do meu parto.
  •  Quando o Ákilah estava com 4 meses eu voltei a estudar presencialmente. Foi ótimo pra mim, eu me senti voltando pro mundo civilizado, porque como em muitas tirinhas as mães são sempre muito solitárias e estressadas. Muitos amigos somem ou esquecem da gente e a família muitas vezes nem queremos por perto porque é cada "pitaco" não pedido que cansa!
Terceiro adendo: eu sempre expliquei os meus sentimentos pro Ákilah, porque eu acredito que dentro da barriga o bebê sente toda a química corporal da mãe e também partilha do seu campo energético. Tanto que até hoje, basta eu me acalmar pra ele se acalmar também!
  •  O Ákilah é um bebê muito tranquilo e risonho! Adora a música Alecrim do Palavra Cantada e principalmente quando eu canto. Agora passamos menos tempo juntos, pois eu voltei a trabalhar meio período. Está sendo ótimo pra mim e pro pai dele (que é quem cuida do bebê enquanto eu trabalho), nós temos turnos de trabalho alternado pra dar conta da demanda!  
Bueno, isso foi um pouquinho do ultimo ano, logo mais volto com estudos e coisas interessantes pra compartilhar (sempre de forma leve e as vezes revoltada também).  Comentem, deixem recados e qualquer coisa escreve pra mim!! Me manda um email no contato!
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O que as grávidas não dizem

Existem muitas coisas que nós (grávidas) não dizemos, mas sentimos e pensamos. Isso, obviamente varia muito de mulher para mulher, de sociedade, de classe etc. Mas, se você está ou já esteve grávida, com toda certeza pode afirmar.

Raramente ou nunca dizemos que estamos incomodadas com algo, porém isso deveria ser dito. Deveria ser dito que é muito chato quando você sobe no ônibus cheio no final do dia e as pessoas te olham e fingem que estão dormindo, lendo ou enfiam a cara no celular e dali não levantam até que chegue a parada delas. 

É chato também quando pessoas mais velhas te olham com nojo ou cara feia por você estar sentada no assento preferencial e ficam te empurrando com a barriga, bolsa etc. 
É muito constrangedor ter que pedir lugar, por isso não falamos, por isso não pedimos, acredito que boa parte das grávidas usa a tática de passar a mão na barriga ou na lombar para ressaltar que tu está esperando um bebê.

Outra coisa é o toque, não tem problema, na minha opinião, o toque na barriga, mas de pessoas que são intimas ou queridas, porém todo estranho que te vê na rua quer te tocar, as amigas da tia avó, da vizinha da sua tia, pessoas que dizem te conhecer desde criança mas que nunca trocaram mais que meia dúzia de palavras contigo. Ou ainda familiares, por serem "família" se acham no direito de tocar e dar palpite o tempo todo. Nem sempre queremos ser rudes, as vezes só calamos e nos sentimos violadas, sem um pingo de autonomia sobre seu corpo.

As pessoas te dizem o que comer, o que vestir, o que deve ou não fazer como se você fosse uma criança. Se metem na escolha do nome do bebê, em suas preferências, quando deve parar de amamentar, quando deve introduzir alimento, quando deve desfraldar, etc. 

Pessoas, não sejam assim.

Grávidas também detestam a gestação, o cansaço, o sono e a fome. Grávidas também bebem e fumam. Grávidas também querem se sentir sexys e gostam de ouvir que são! Grávidas também perdem a libido e enjoam da cara do/a companheiro/a.

Grávidas continuam sendo mulheres, continuam sendo assediadas nas ruas, continuam tendo seu corpo objetificado pela sociedade, seja sexualmente ou a endeusando e a tornando um bibelô fútil. Grávidas são iludidadas e enganadas por outras mulheres, mães, avós, tias... Nem tudo são flores, nem tudo é maravilhoso. 

Inclusive é incômodo, é chato, as vezes dói física e emocionalmente. As vezes a gente quer desistir, quer parar no meio, as vezes, essas vezes são tão recorrentes que tomam o mês inteiro.

Estar grávida é um ato de coragem, é quase ser militante, uma guerrilheira na selva do mundo e da sociedade.

Existem muitas coisas que grávidas não falam, coisas que ninguém deveria fazer, que não deveria ser necessário falar, pois deveria ser natural e respeitado. 

Afinal, grávidas são mulheres, e sabemos como mulheres são tratadas.
Triste, mas real. 
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Estamos de volta!

Sim, demorei mas voltei!
Algumas coisas aconteceram, acho que sempre acontecem, não é? Comecei algumas formações paralelas com a faculdade, projeto de TCC, estágio comendo meu couro e as coisas se embolaram.
Mas, prometo, que voltarei a escrever e a resenhar assim que as coisas se acalmarem.
Por enquanto vou fazer uma listinha e atualizar vocês!
  • Encontrei meu grande amor, até o momento (em agosto);
  • Fui demitida e tranquei a faculdade no final de setembro;
  • Inicio de outubro engravidamos (help);
  • De outubro até fevereiro foi uma loucura, altos processos, crises e aquele sentimento de "o que estou fazendo da minha vida";
  • Resolvi voltar para a faculdade, consegui me matricular na data limite;
  • Tive altos problemas com a minha imagem de grávida e mulher, com a minha sexualidade e com a vida em si, mas estamos lidando;
  • Fiz 24 anos no dia 10/03 e foi bem bacana, comi muito!;
  • Ontem, dia 18/03 eu e meu companheiro fizemos sete meses de namoro e vimos nosso bebe na ultrassom, é um menino, seu nome é Ákilah, mede 30cm e pesa 716g!
Bem, por hoje é isso!
Aguardem, voltaremos! 

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