Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

Drácula: A Love Tale (2025)

Escrito e dirigido por Luc Besson (de O quinto elemento, O profissional e outros), é um romance de fantasia gótica baseado no clássico livro de Bram Stoker, Drácula de 1897. Preciso dizer que relutei muito em escrever sobre esse filme, mesmo tendo adorado e chorado muito no cinema. Fiquei completamente hipnotizada e inebriada com tudo, a releitura do clássico, a linha do tempo, cenários, figurino, fotografia, trilha sonora e por aí vai. Sou uma amante de romances góticos, principalmente os de vampiro e criaturas noturnas. E, por esse motivo achei que escrever sobre o filme seria mero clichê de uma amante de filmes de vampiros (sim, eu li crepúsculo umas 3x e assisti todos os filmes da saga, me julguem).

Também sou apaixonada por dramas sem finais felizes, amores impossíveis e toda a estética de almas gêmeas que se encontram e se separam. Dito isso e vocês estando avisados que haverá muita rasgação de seda pelo filme, podemos prosseguir.

Aviso aos navegantes que por aqui trabalhamos com spoillers com fins de instigar você, caro leitor a apreciar as obras das quais indico!

O filme começa mostrando momentos mágicos e apaixonados de Vlad e sua espoa, Elisabeta em um clima quase como o de Sonhos de uma noite de verão. Ela é tudo para ele e ele é a vida dela (Berros internos, quem não deseja um homem apaixonadíssimo não é mesmo? Shiu, não fala nada sobre obsessão ser nocivo! Obrigada!), porém Vlad precisa ir para a guerra contra os Otomanos e daí por diante é só ladeira abaixo. Mas, teve uma cena que eu só entendi quando eu assisti umas entrevistas com os atores que é quando o Caleb (quem dá vida ao Vlad) diz: e tudo fica ainda mais intenso porque ela está grávida (gente, meme da bomba explodindo). Fiquei desolada e reassisti diversas vezes ao trecho do filme e realente os olhares dos dois se falam!

Blá blá blá ela morre nos braços dele em uma das cenas mais incríveis até então. Ele renega deus, se torna um vampiro e todo aquele desenrolar clássico de Drácula. Temos sim muitas coisas diferentes, outras visões que não foram exploradas em outras adaptações, como a de um Drácula que sofre de depressão e tenta se suicidar diversas vezes, roda o mundo em busca de reencontrar sua esposa que pode ter renascido após 100, 200, 300, 400 anos. Um Drácula perfumista, feiticeiro por assim dizes e extremamente obcecado em encontrar o grande amor da sua vida. Não necessariamente mau, mas desiludido com a futilidade da corte e entediado o suficiente ao ponto de não ligar para quem mata, se isso o fará chegar onde deseja: sua esposa.

Corta para Londres e Mina preocupada com sua amiga Maria que foi internada em um hospital psiquiátrico por ter surtado no casamento por causa de um padre (sorrisinho amarelo aqui gente), o Dr Van Helsing levanta a causa da loucura de Maria e uma equipe se forma para tentar descobrir quem fez isso com ela. Eu nem vou entrar no personagem de Jonathan Harker porque ele é, em todas as adaptações um grande banana tapado e sua única serventia é mostrar a fotografia de Mina ao vampirão apaixonado, ponto e é isso.

Nessa versão não aparecem as famosas noivas do Drácula, a trama foca especialmente no amor dele pela esposa durante os quatro séculos como vampiro. Entretanto Vlad tem ajudantes que o servem, seres mágicos em forma de gárgulas, ou seja, apesar de sozinho, ele não vive só.

Ao encontrar a imagem de sua amada reencarnada viaja para Londres, onde encontra sua pupila e serva, Maria que diz ter encontrado sua amada Princesa Elisabeta e cumprido sua missão! Nesse ponto temos a cena de reencontro apaixonada, me segurei para não gritar no cinema: ao ver Mina chegando com Maria, todas as pessoas ao redor somem, como se só existisse ela e imagens dela como Elisabeta surgem oscilando entre a atualidade e o passado. Nesse momento vemos um Vlad absorto e encantado, olhos marejados e sorriso apaixonado

Estupefato, eu diria! Eles se conhecem, passam tempo juntos e o clima de romance e reencontro permeia o ar. O clímax do filme é alcançado quando ele mostra uma caixinha de música e ela relembra memórias da sua outra vida e eles voltam ao castelo.

Porém, como é um conto trágico, vemos o desfecho do nosso casal sendo a disputa por manter Mina viva e matar Drácula, livrando a humanidade da praga vampírica. Todo o clima de: se você a ama a deixe viver sem amaldiçoá-la! Então, como em Romeo e Julieta, após pouco tempo juntos, nosso casal se separa através da morte.

Fico indignada? Sim, porque na minha mente eles mereciam uma eternidade juntos como vampiros! Não achei até então uma história assim (não vou citar crepúsculo) em que o amor vivido eternamente seria tão ruim quanto deixar sua amada livre da maldição. Muita abnegação e pouco amor apaixonado. Fico repetindo a frase: sempre um bando de homens recalcados achando que precisam salva a mocinha que escolheu viver sua aventura com um moreno, rico, gótico de hábitos duvidosos.

Na vida real, obviamente que essa obsessão é uma loucura, mas em um mundo onde a realidade é tão cruel, a ideia de um amor para toda a vida parece um bálsamo milagroso para todos os problemas. O famoso: e viveram felizes para sempre ainda é um ideal para muitas pessoas e um sonho inalcançável também.

Por esses e outros motivos que relutei demais para escrever, porque sou cadelinha de Drácula em qualquer adaptação existente (não me mostrem adaptações péssimas e duvidosas, agradecida). A Zoe Bleu (Mina), atriz que faz par romântico com o Caleb Landry Jones é quase um ser etérico, uma mistura de fada e elfa, belíssima e sua interpretação é de uma sutileza e sensualidade pincelada com inocência de tirar o fôlego! 
Vale cada minuto assistido, é como se o tempo parasse enquanto estamos presenciando o amor desses dois! O filme é uma mescla de drama com pinceladas de comédia, regado ao romance gótico obsessivo. Então, é isso. Super indico o filme, assistam e me contem depois!


Leia mais...

Nosferatu e a intuição feminina silenciada

Levei uma semana para digerir a visceralidade da obra de Robert Eggers. São tantas camadas subjetivas e históricas que não sabia por onde começar. Vou introduzir alguns pontos dos principais que me marcaram, para além do óbvio: figurino e fotografia impecáveis.

Primeiro ponto, a visão da mulher na sociedade e papéis de gênero. Segundo, sexualidade. Terceiro, ancestralidade feminina. Quarto, e acredito, último, mitologia e superstição.

A primeira coisa que mais me marcou no filme foram os papéis de gênero e a solidão feminina vivida por Ellen, uma mulher recém casada que implora para o marido, Thomas não viajar. Thomas, por sua vez acredita que fazendo esse trabalho, daria condições de vida muito melhores para a esposa, mesmo não sendo o desejo dela. Ele, muito inseguro da sua atitude, ainda assim, embarca nessa viagem confusa em busca da recompensa financeira, acreditando ser o dever dele prover financeiramente a companheira que só desejava seu amor e proximidade. Ele viaja, querendo acreditar na intuição da mulher, mas, prefere assumir que são devaneios da esposa doente e emocionalmente instável.

Já perceberam que as mulheres sempre são taxadas de loucas, instáveis, histéricas e fantasiosas? Ellen, ao longo do filme se mostra sexualmente ativa e desejosa, sensível ao seu ambiente e as percepções mediúnicas que a envolvem. Em toda a internet circularam memes com o tema “Nosferatu é um filme sobre um calvo bigodudo e uma mulher com tesão”, o que não deixa de ser verdade. Historicamente sabemos que a histeria era curada com sessões de tortura e, posteriormente, com masturbação. As mulheres enlouqueciam pelo desejo de serem úteis, ouvidas, amadas, validadas e desejadas sexualmente. A libido era um pecado, era suja e era abafada com regras de moral e bons costumes. Estar viva e desejosa de algo era sinônimo de pecado e de uma alma volátil.

Nesse contexto faço o gancho com a ancestralidade feminina, quem éramos antes do patriarcado e a memória das sacerdotisas, bruxas, videntes e curandeiras. Ellen foi maltratada, sangrada e amarrada por um médico e mesmo assim seus surtos não foram contidos, tinham hora e duração marcada no relógio. O Dr. Von Franz descobre que ela estava possuída e consegue resolver o mistério por traz das convulsões. O mais engraçado é que são sempre as mulheres as possuídas nos textos e filmes, não é estranho? O enredo se desenrola em torno da busca de como matar o demônio que a possuía e que, agora, com a chegada de Orlok na cidade, toda a população sendo atacada pela praga. Thomas de volta, fraco e sob o efeito do Conde Orlok, também vulnerável sexualmente, já que a possessão dele não foi apenas sugando seu sangue. A confusão se instaura, porém ninguém da ouvidos à Ellen, cujo Dr. Von Franz elogia dizendo que “em outros tempos ela seria uma sacerdotisa de Isis”. Ou seja, ele vê Ellen com todas suas nuances mediúnicas, toda sua carga ancestral e visceral pulsando e diretamente conectada com a peste trazida pelo Conde.

Ellen sabe que, como uma sacerdotisa, como a maior fraqueza de Orlok (cujo ela mesma invocou, mesmo não sendo abordado na trama), ela deve se sacrificar para salvar à todos. Ellen carrega em si a sabedoria ancestral, está nela o poder da vida e da morte. Como deusas antigas, bruxas, curandeiras e feiticeiras. Somente ela pode amansar a fera e contê-la. Sendo, talvez, Orlok uma parte animal dela mesma, uma figura para representar seus traumas, seus medos e angústias. Ao invoca-lo, ela se torna segura e menos solitária, porém ao conhecer o marido, Thomas, tudo desaparece, as crises, os tormentos, as explosões de tesão e êxtase promovidas pelo Conde. O marido, representa um antídoto terreno para sua sensibilidade mediúnica.

Em Nosferatu, Conde Orlok e sua terra natal são repletas de superstições, magia e significados ocultos. Magia, pactos, dominações, rituais e possessões fazem parte da trama. O diretor resgata crenças antigas e costumes em um clima envolvente de mistério e, de leve terror. A incredulidade dos personagens burgueses e intelectuais contrastando com os camponeses tementes e cautelosos representa muito bem as culturas patriarcais e matrifocais. Em que no patriarcado a força e o intelecto são valorizados, enquanto abominam a conexão ancestral com a terra e suas emoções, sensações e intuições. Dito isso, acredito que o desfecho ao filme foi bem colocado, quando na cena final, também de fotografia e figurino impecável, Ellen se doa para Orlok em forma de saciar seu desejo obscuro e salvar o amado marido. Ela se entrega a sua natureza, profunda, sensível e obscura e mergulha com fé de que tudo que ela fez será perdoado através do seu sacrifício, afinal, ela se mostra sim, uma grande sacerdotisa.


Ellen representa, pra mim, a mulher indomável, a mulher subjugada e silenciada, mas que mesmo assim segue vivendo como acredita, com seus desejos, sonhos e pressentimentos. Ellen é uma memória ancestral e nos lembra que jamais devemos nos calar.

Leia mais...

A 'Cadela da Noite' - Nightbitch (2024) e a visceralidade da mulher-mãe

Canina (Nightbitch, 2024, escrito e dirigido por Marielle Heller, baseado no romance de 2021 de Rachel Yoder), foi o filme mais visceral que assisti nos últimos tempos. Uma obra que explora a maternidade e a essência feminina para além do básico. Já assisti diversos filmes que abordam o tema, mas esse enredo fantástico, que beira a loucura expressa tudo que nós mulheres no puerpério vivemos e sentimos.

Amy Adams, encarna lindamente a personagem principal, que é referida apenas como “mãe”, o que me leva a pensar em quantas vezes nós, mulheres, nos sentimos apenas mães. Uma fábrica de colo, leite, sangue e suor. Cuidadoras em tempo integral dos filhos e maridos, sem tempo para um banho, comer sem interrupção, muito menos para ler um livro. Ou o quanto nos sentimos burras e desinteressantes durante toda a gestação e tudo, absolutamente tudo, gira em torno de roupas, fraldas e o desenvolvimento daquele micro ser humano dentro de nós.

Uma das falas que descrevem esse processo é quando ela desabafa com o marido, referido como “pai”, o quão difícil era o cuidado, porque “era como se ela estivesse cuidando de um suicida”, e sabemos que à todo o instante, acidentes acontecem com crianças pequenas. Ela interpreta muito bem a sensação de esgotamento, frustração e o modus operandi materno, sempre em alerta aos perigos.

A sua reclusão em relação as outras mães por se achar péssima, sem paciência e sem ludicidade, ilustram as vidas de muitas mulheres. Nos sentimos solitárias, buscamos um ideal de criação que não existe, vendido por grandes industrias, influenciadores, médicos e terapeutas. Nos esquecemos dos nossos instintos, e não estou falando sobre instinto materno, mas de instinto humano, de seguirmos nossa natureza única e individual. Esquecemos que não nascemos com fórmulas ou manuais, porém desejamos incansavelmente de um roteiro para nossas vidas. Roteiros esses que são uma falsa ideia de segurança e estabilidade irreal.

Amy, como mãe, nos mostra através do olhar de si própria, em uma metamorfose animalesca, como o resgate da nossa essência é fundamental ao final do puerpério e como o resgate da mulher selvagem em si é um processo doloroso e cheio de rupturas. A mãe, se separa do pai nessa busca por si mesma, se permite ter seu tempo sozinha e anseia por ele. Faz uso desse espaço-tempo para criar e romper a crisálida que a prendia. E, com isso, seu tempo com o filho muda, ele se torna agradável, ela brinca, ri com o caos, descobre formas de viver diferentes, que funcionam, que saem da caixa e a deixam feliz. Ela se torna uma mãe melhor quando dedica um tempo à si, para a mulher-mãe.

Ao se dar conta de que “somos deusas, nós criamos ossos, pele e órgãos dentro de nós” ela, a mãe, se liberta da ideia de inferioridade feminina e materna que tinha sobre si e sobre as outras. Ela encontra, ao se abrir, um grupo de mulheres que são seu suporte nessa busca animalesca pela liberdade e o reencontro com faces perdidas.

Para além da alegoria mulher-fera, o filme aborda a relação do casal, mãe-pai e suas demandas de cuidado injustas com o filho. A falta de comprometimento de um pai que trabalha fora e não consegue ser funcional dentro da própria casa, que culpa e responsabiliza a parceira por esquecer de comprar o leite ou de deixar de ser a pessoa com a qual ele se casou.

Eu poderia passar horas escrevendo sobre o filme, unindo arquétipos e leituras como ‘Mulheres que correm com os lobos’, de Clarissa Pinkola Estés, ‘Mulheres, mitos e deusas’ da Martha Robles ou ‘As deusas e a mulher’ de Jean Shinoda Bolen, mas vou me limitar a dizer: assistam. Mulheres, mães ou não, homens, pais ou não, pessoas, apenas assistam. Para entender mães, porque, afinal, viemos de uma mãe, nos relacionamos com mães, e o mundo só é mundo por causa de mães. Insisto, assistam.

Finalizo dizendo que, assistiria mil vezes, porque Canina não me arrancou lágrimas, Canina me abraçou e disse “tudo bem, eu estou aqui, todas nós passamos por isso e tu não está só, eu sinto a tua dor”. Canina é um grito que vem das entranhas e ecoa no espaço, é sobre parir a si mesma, é sobre reencontrar-se.

Leia mais...

Resenha: Grandes Olhos - Margaret Keane


Escolhi assistir no ultimo domingo e chorei, me debati aqui dentro e decidi que jamais abdicaria da minha expressão criativa após assistir essa trama tão intrigante!


Lançamento 2015 (1h 47min)Direção: Tim Burton
Elenco: Amy Adams, Christoph Waltz, Danny Huston mais
Gêneros Biografia, Comédia , Drama
Nacionalidades EUA, Canadá
A história real por trás de Grandes Olhos é extraordinária: Margaret Ulbrich é uma pintora insegura, mãe solteira, até descobrir o carismático Walter Keane e se casar. Ela cria obras populares de crianças com grandes olhos, mas Walter passa a assumir publicamente a autoria das obras, com a conivência da esposa. Dez anos mais tarde, ela decide processá-lo na justiça para retomar o direito de seus próprios quadros. Mas como todos teriam acreditado nessa farsa durante tanto tempo? Por que Margaret teria se deixado levar pelo esquema? 

Resenha:


Durante 10 anos Margaret deixa que seu marido Walter Keane se passasse por autor de seus obras, os belos "Grandes Olhos", quadros de crianças muito tristes ou de olhar marcante, com olhos em realce. Esses quadros seriam a expressão da arte de Margaret, seus filhos, um pedaço de si, sua identidade. 

No filme vemos a grande agonia da protagonista, que além de ter que mentir, não podia permitir que ninguém soubesse que era ela, uma mulher, a artista por traz dos quadros mais vendidos do mundo. Vemos também um retrato de relacionamentos abusivos que as mulheres viviam há não muito tempo atrás e ainda hoje. Ele a fez acreditar que ninguém compraria se soubessem que eram feitos por uma mulher, a menosprezava, diminuía, e jogava a culpa de uma baixa nas vendas nela.

Estava lendo Um Teto Todo Seu, da Virginia Woolf e é bem isso, as obras das mulheres são sujeitas a risos e pena. Não somos de fato talentosas, porque, afinal, não somos homens. E numa cultura feita por homens e para homens não há espaço para mulheres.

É um filme sobre superação, sobre empoderamento, sobre o basta dos relacionamentos tóxicos e da independência de uma mulher quando nem se era possível uma separação sem que a mulher passasse fome.
Imagem real
Margaret ainda pinta, mesmo idosa. Seu marido morreu pobre. Ela é um simbolo de resistência e resiliência. Indico esse filme pra quem ama arte e biografias feministas.
Além disso é uma lição de vida: Nada nem ninguém pode parar o fogo que temos no peito e a força criadora que temos nas mãos, portanto, jamais deixe alguém diminuir você, nem por um segundo.

Ps: Tem na Netflix! 


E esse post faz parte...

Leia mais...

O mínimo para Viver e Romeu e Julieta


Quero falar de dois filmes que vi esses dias, um mais rápido do que o outro e eu vou explicar o motivo logo mais! Foram filmes que me tocaram de uma forma particular, também porque eu estava na TPM e sabe, a gente fica sensível. Bem, vamos lá.
O mínimo para viver

Lily Collins vive uma menina com anorexia que aparentemente se revolta contra qualquer tratamento ou internação, assim que sai de uma ela perde peso e tem que voltar. Até que um médico não convencional vivido por Keanu Reeves entra em sua vida, mostra métodos diferentes e se ela não quiser o tratamento “tudo bem”, ele faz ela perceber que precisa daquilo para se manter viva. Mas, o filme não é só isso não, ele fala muito do apoio familiar, no caso ela mora com a irmã e a madrasta, seu pai nunca aparece em casa e nunca foi numa consulta com ela.


Sua mãe está mais dedicada ao seu relacionamento atual, o que a madrasta culpa per homoafetivo, mas que no final era o que ela precisava, a garota precisava do colo da mãe, do afeto e da atenção. Tem uma cena muito interessante que a mãe “dá de mamar” para ela (água de arroz numa mamadeira em seu colo). Na psicologia vemos muitos desses traumas de infância porque a criança não foi amamentada suficientemente e inconsciente sente essa falta de ligação, está diretamente ligada à fase oral que é a primeira da criança e determina sua sobrevivência. Muitas pessoas com problemas na fase oral costumam ser ou viciadas em alguma droga, álcool, cigarro e ter distúrbios alimentares como comer quando se sente inseguro, triste ou solitário, porque remete ao colo e proteção da mãe. É um filme muito lindo, recomendo.

Romeu e Julieta (2013)


Vi em três partes porque partia meu coração cada jura de amor premeditada a morte. Achei a versão bem fiel e com a fotografia linda. As juras, os beijos e os toques, tudo tão verdadeiro e ao mesmo tempo tão sofrido e teatral.


As vezes me pergunto como seria se eles tivessem ficado vivos? O amor deles sobreviveria ao comodismo, as contas, finanças, cobranças de ser adulto? Será mesmo amor ou apenas uma paixão movida ao calor do momento? Sou suspeita, porque amo cada jura, cada verso, cada olhar e cada toque que os amantes podem ter trocado.
"Romeu, Romeu! Onde estás, meu Romeu?
Renega o teu pai e abdica o teu nome;
E, se não tiveres coragem, jura que me amas,
E eu deixarei de ser Capuleto."
Ai de mim um dia encontrar um poeta assim, como era Romeu. Embora não o queira empunhando uma espada e matando meus familiares (risos) acredito que ele seja o arquétipo do jovem apaixonado e que vive para isso, algo meio trovador eu diria. Isso me fascina, acho que devo ter vivido em outra vida na época que se passa a narrativa, porque tudo é muito mais que um sonho para mim quando se fala de Romeu e Julieta e ao mesmo tempo que me encanta, me corrói por dentro porque nada se pode fazer para mudar o destino trágico desses dois jovens.
"Devolve o meu Romeu, e quando ele morrer, corte-o em pequenas estrelas. E ele deixará a face do céu tão bela que o mundo inteiro se apaixonará pela noite."
Tenho que confessar que ainda não li o livro, mas já está na minha próxima lista de leitura para o próximo ano. Enfim, é isso, recomendo para vocês esses dois filmes chuchuzes, assistam, assistam. Bye!

E esse post faz parte...


Leia mais...

Resenha: Fragmentado


Já faz um tempo que assisti Fragmentado e me apaixonei. Fiquei fascinada pela trama, embora acredite fortemente que mereça continuações! Durante o filme eu fiquei tensa, mas não cheguei a sentir medo, acho que fui fria e analisei cada personagem e situação. Antes do final eu já sabia mais ou menos como acabaria. 

Informações:

2016 ‧ Thriller/Terror ‧ 1h 57m
Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.
Data de lançamento: 17 de março de 2017 (Brasil)
Direção: M. Night Shyamalan
Elenco: James McAvoy, Anya Taylor‑Joy e Betty Buckley
Resenha: 

Eu perdi os primeiros minutos do filme, então, pra mim tudo começa quando três garotas e o pai de uma delas estão saindo de algum lugar, com compras e comida, elas já estão no carro e o pai está guardando tudo no porta malas. Um estranho chega por trás e depois mostra-o entrando no carro. As duas garotas que estavam no banco de trás são as primeiras a serem postas para dormir por "fazerem alarde", Casey que está no banco do carona é a que fica em silêncio e tenta sair sorrateiramente do carro. Não conseguindo, as três são levadas para um lugar misterioso das quais nenhuma consegue sair.


O cara que as sequestra tem TOC e gosta de ver garotas nuas dançando. Ele seleciona uma das meninas e quando uma tenta lutar para proteger a amiga, Casey diz "faça xixi". Logo depois a amiga volta, ele sentiu nojo dela e a devolveu. 

Em todos os momentos Casey pensa calculadamente sobre os movimentos, estudando cada situação, enquanto as outras meninas só pensam em fugir, bater e sair dali. Só que o sujeito era mais forte que as três juntas. Tudo isso se passa enquanto o indivíduo, Kevin, vai a psicóloga/terapeuta Dra. Karen Fletcher

A Dra. narra os fatos do transtorno de Kevin e suas 23 personalidades. Barry é o que aparentemente fica "a luz" ou seja, ativo e no comando de Kevin. Barry é um estilista em crise existencial. Logo após o sequestro diversos emails de consultas extras vão chegando para a Dra. que começa a desconfiar que algo esteja acontecendo, no caso, o brutamontes com TOC (Dennis) é quem está fingindo se passar por Barry para abafar os emails enviados pelas outras personalidades que veem algo errado e tentam avisar.

Casey e o pai

Aparecem também, Hedwig, um menino de 9 anos e Patricia, uma fanática religiosa que juntamente com Dennis querem trazer "a fera" de volta a luz. A fera seria a 24° personalidade de Kevin, grande, com garras e feroz, que sobe em paredes e se alimenta de carne humana. Eles sequestraram as meninas por elas serem impuras, impuras no sentido de nunca terem sofrido, pois pareciam jovens felizes que os pais dão tudo. Já uma pessoa pura seria aquela que já experienciou a dor.

O filme, além de uma ótima fotografia (eu estudei um pouco sobre isso, e pelo que puder perceber e dos comentários de amigos da área, é realmente muito bom), tem um enredo sobrenatural e psicológico. Retratando abusos, traumas e transtornos de identidade. No caso, Casey fora estuprada pelo tio desde pequena, o filme da a entender que atualmente ainda é, seu pai morreu e ela ficou sob a guarda do tio. Ela relata que sempre faz alguma coisa para ficar mais tempo na escola, para fugir do abuso. Em diversos momentos mostram flashes de memória da infância dela caçando com o pai e o tio. O primeiro abuso e as chantagens. 


Em vários momentos elas tentam fugir, Casey é a única que não. Que tenta manter a calma e fazer tudo que mandam. Até que conhece Hedwig e tenta seduzir ele para que ele e ajude a sair de lá. Mas o menino é ruim, ele quer que os outros acreditem nele e só mete ela em fria. 

No final, quando a Dra. Karen Fletcher percebe que deve intervir e que a fera realmente pode existir, ela vai atrás de Kevin e encontra as meninas, ela é a primeira a ser morta pela fera, mas antes disso deixa o nome de Kevin num papel escrito "chame-o pelo nome: Kevin "Wendell" Crumb". Casey assiste todos vídeos diários das demais personalidades e fica chocada. Consegue fugir mas já é tarde, ela precisa correr da fera. 


Essa parte é desesperante, a perseguição, a tensão no ar. Mas, ela só não é morta no final porque a fera vê sua barriga e braços cheios de marcas de arranhões e tentativas de suicídio. Então ele diz que ela é "pura" e fica "feliz", indo embora. 

Pelo que pude perceber e achei na rede, haverá uma sequência de fragmentado, que seria uma sequencia de corpo fechado

Trailer:


Para quem não viu ainda, achei bem fácil para download e ainda está em cartaz (eu acho), mas já digo. Vá preparado. Não é um filme para pessoas sensíveis ou despreparadas. É um filme forte, com muitas chamadas psicológicas e que abordam temas polêmicos como abuso, estupro, agressão infantil e transtornos mentais, sem contar com a pegada sobrenatural que é marca do diretor Shyamalan.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Café com Blog
Leia mais...

As coisas boas que o outono te traz


Outono. Minha estação favorita! Talvez porque eu nasci no mês que ocorre a transição, ou não, eu é aquele mês que se pode usar vestidos de banca comprida e botas, sem meias e sem passar frio. Aquele mês que tu acorda e coloca um casaquinho por cima do pijama e toma um café quente olhando e sentindo o vento frio pela janela ou porta. 

Essa estação me deixa pensativa demais, talvez até reclusa. Esse mês também. Tudo o que eu quero é ficar em silêncio, na cama, tomando um café quente ou um chá e assistir meus filmes e livros. 

Por causa dessa minha paixão pelo outono e também por causa das interações vou deixar uma playlist e umas dicas de filmes e livros para lerem nessa estação tão charmosa!

Livros

(Skoob)
Inverno na Manhã - Uma Jovem no Gueto de Varsóvia
Janina Bauman
Ano: 2005
Páginas: 231
Editora: Jorge Zahar
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: Em um relato pessoal e tocante, Janina Bauman nos revela as experiências e emoções de uma adolescente de família próspera que sofreu os horrores de ser judia numa terra controlada pelos nazistas.
Quando Hitler invadiu a Polônia em 1939, Janina tinha 14 anos. Nos seis anos seguintes ela enfrentou a luta pela vida e os dilemas da adolescência, o medo e a perda da inocência, a fome e as primeiras emoções do amor.
A partir de seus diários da época — escondidos durante a guerra e reencontrados intactos após o conflito —, a autora retorna a esses duros anos, apresentando-nos sua família, as amizades surgidas do infortúnio, a fuga do gueto de Varsóvia, a vida em esconderijos.
Uma história extraordinária de sobrevivência, coragem e paixão pela vida.
“Durante a guerra aprendi uma verdade que geralmente preferimos não enunciar: que o mais brutal da crueldade é que ela desumaniza suas vítimas antes de destruí-las. E que a luta mais árdua de todas é permanecer humano em condições desumanas.” 
Achei esse livro excelente! Não consegui ler outros livros sobre o holocausto, como Diário de Anne Frank, mas esse eu simplesmente amei. Ele é vivo, ela é viva! Todos os riscos que eles correram e mesmo assim continuaram sem desistir e, no final, conseguiram escapar. A narrativa, a vivacidade, as palavras, tudo, tudo estava encharcado de sentimentos!


(Skoob)
Duas Vidas, Dois Destinos
Katherine Paterson

Ano: 2006
Páginas: 230
Editora: Salamandra
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: Narrada por Louise, a história conta como, por ser a mais forte, ela acaba ocupando o lugar reservado ao filho desprezado. E como, em sua visão, a irmã fica com a melhor parte de tudo. Mas a solidão a leva a conhecer os segredos da ilha e da vida no mar e a chegada inesperada da guerra (anos 40) abre caminho para que ela lute por seu lugar no mundo.
Esse livro eu li exatamente após Inverno na Manhã, e ele foi lindo, a primeira vez que eu li livros que não falavam sobre amor adolescente ou coisas do tipo. Louise era quase que desprezada por ser mais forte que a irmã e suas coisas eram postas de lado. Essa mesma irmã que foi pra cidade estudar e quando voltou roubou o "amor da sua vida". Ainda acho que eles se mereciam, o cara babaca e a irmã dela. Mas, ok. Achei o livro repleto de sentimentos guardados, de indignação e tudo o mais. Acho uma boa lição sobre independência e também de feminismo. Um dia quero que minha irmã leia. É uma boa leitura para pais perceberem que não é dando muita atenção pra o filho fraco que vai fazer ele crescer. 


Playlist

Na verdade eu fui fazendo essa playlist enquanto escrevia, então ela tem muito do motivacional desse post. Youtube e suas sujestões lindonas de música amorzinho!

Filmes e Séries

Reign


Tem na Netflix e tá pra download!
A série conta a história de Mary Stuart, Rainha da Escócia e seu caminho até o poder, iniciando com sua chegada à França ainda na adolescência e seu noivado com o Príncipe Francis. Acompanhada de suas quatro melhores amigas, Mary precisa sobreviver às intrigas, inimigos e forças obscuras que tomam conta da corte francesa.
Eu diria que é, como uma colega me falou, a "Malhação real da família Tudor". Eu achei meio bobo eles não seguirem regras de figurino, mas, ok. Me apaixonei pela série e estou assistindo sempre que consigo, mais ou menos uns 4 episódios por semana, uns dois no final de semana e uns dois também no meio da semana pra descontrair um pouco. A série é repleta de música folk como The Luminners


Da Magia a Sedução


Só é meu filme favorito de toda a vida!
Practical Magic (Da Magia à Sedução) é um filme estadunidense de comédia romântica de 1998 baseado no romance de 1995 do mesmo nome de Alice Hoffman. O filme foi dirigido por Griffin Dunne e estrelado por Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Aidan Quinn e Goran Visnjic. A trilha sonora foi composta por Alan Silvestri.
Sally e Gillian Owens, nascidas em uma família de mágicos, têm evitado a bruxaria, mas, quando o namorado de Gillian morre inesperadamente, as irmãs decidem fazer uma reciclagem em magia. O policial Gary Hallet está começando a suspeitar enquanto as garotas lutam para ressuscitar Angelov e acabam injetando em seu cadáver um espírito do mal que ameaça toda a linhagem familiar.

No dia do meu aniversário eu tomei Margaritas no Margot (Porto Alegre) em comemoração ao meu aniversário. Eu penso sériamente em desenvolver esse hábito de ir todos os anos no dia 10/03 em um bar e tomar duas Margaritas bem feliz da vida e depois ver o que fazer! Margaritas são meu sonho de infância por causa desse filme! Sempre quis ser bruxa por esse e outros filmes. É uma vida solitária, mas ao mesmo tempo alegre. 

Enfim, missão cumprida! Espero que tenham gostado!
Esse post faz parte do projeto de blogagem coletiva de março, no Interative-se!

Leia mais...

Resenha: La Belle Personne (A Bela Junie)


Eu sigo a página Insossidade no facebook, e eu adoro tudo ou quase que eles postam. Aí, certo dia eu estava passando na minha linha do tempo e apareceu o vídeo que eu vou colocar a seguir. A música do Joy Division caiu muito bem com o filme, logo eu sai correndo procurando pra download (aqui no Cinema, Sal e Tequila - qualquer coisa eu disponibilizo mais tarde pelo drive). Mais uma vez eu vou dedicar meu amor e devoção a uma atriz francesa, Léa Seydoux, que me fisgou quando assisti Azul é a Cor Mais Quente, logo depois acabei assistindo outros filmes dela como A bela e a fera e Diário de uma criada de quarto.


Segundo o Google:
  

Sinopse: O contexto de uma adolescente que começa a estudar na mesma turma de seu primo após a morte de sua mãe. Ela passa a ser desejada pelos colegas do rapaz, mas descobre uma verdadeira paixão longe dos jovens que a circundam.
Data de lançamento: 1 de janeiro de 2009 (Brasil)
Direção: Christophe Honoré
Música composta por: Alex Beaupain
Autora: Madame de La Fayette
Roteiro: Christophe Honoré, Gilles Taurand
Resenha: 

Junie vira atração da escola nova após se mudar por causa da morte da sua mãe e ir estudar com seu primo. Colegas e professores parecem fazer um "pequeno bullying" com ela. Logo nas primeiras semanas um rapaz do círculo, Otto se apaixona por ela e eles namoram, aquele típico namoro sensual e ao mesmo tempo inocente que existem nos filmes protagonizados por Léa Seydoux.

Só que Otto não consegue entender a mudança repentina da namorada, num dia ela tira a roupa e se mostra para ele e no outro já não sabe mais o que quer, acha que vai embora para evitar alguma coisa da qual ele não sabe. Entre isso, Junie desperta fortes sentimentos em seu professor de italiano Nemours, interpretado por Louis Garrel (lindo).

É uma linda fuga de cão e gato (e rato, no caso de Otto, que caiu na trama de Junie). Dando um mega spoiler, não aguentando mais a dúvida relacionada a namorada, ele pede para um amigo seguir Junie e ele a vê conversando com Nemours, que a segura pelo braço e quase a beija. Após isso, perdido e desnorteado, Otto se joga da sacada que dá para o pátio da escola. Ainda sentindo-se culpada pela morte do namorado/ex(?) Junie faz um mega drama para o professor de italiano apaixonado, que não chega a tocar de fato nela. Então, no dia que eles haviam marcado de se encontrar, Nemours descobre que Junie foi embora.

O filme fala sobre um relacionamento que foi jogado de lado, sobre perdas, tramas de traição, sexo e relações alunos/professores e professores/professores numa escola de ensino médio francesa. Acho interessante como nesses filmes as relações são repletas de sarcasmo, cinismo e sensualidade. Os protagonistas professor/aluna não tiveram de fato uma relação, pelo menos não explícita, mas o filme deixa a dúvida.

Um filme triste, sensual e psicológico sobre como lidamos com os sentimentos das pessoas e como brincamos com o coração alheio. Recomendo, acho que eu ainda verei novamente, e espero comentários de quem assistiu ou de quem gostaria de assistis!

Leia mais...

Filmes que eu amo com Audrey Tautou

Amo essa atriz. Sua expressão facial, seu sorriso sapeca, seu francês com biquinho e sua forma engraçada de olhar até quando não são filmes de comédia. Parece que ela está sempre querendo rir de algo ou fazer uma piada! 

Ela ganhou meu coração quando assisti Coco Antes de Chanel, e eu ainda lerei sua biografia (de Chanel). Logo depois de eu cortar o cabelo e ele já ter crescido um pouquinho me comparavam com a Amélie e eu ficava "mas quem é essa tal?", até que finalmente eu assisti e não me decepcionei nem um pouquinho. 
Segundo a wikipédia: Audrey Justine Tautou (Beaumont, 9 de agosto de 1976) é uma atriz francesa, mundialmente conhecida por protagonizar a produção francesa O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, 2001) e a adaptação do Best Seller, O Código da Vinci, em 2006. Na França, contudo, já era reconhecida por sua atuação em Vénus beauté (institut) (1999), seu primeiro longa-metragem. Desde 2009 é a nova cara do perfume Chanel Nº 5.
Não costumo escrever sobre filmes, mas fui instigada pela blogagem de março e pela interação do Interative-se!

1. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


Me apaixonei pela trilha sonora e pelo fato de esse filme ser muito pisciano (sim, filmes tem signos). Sonhador, sapeca e encantador, com cores peculiares e uma trama cheia de risos contidos. O filme conta a história de Amélie, uma moça que trabalha num café, que não acha graça nas relações amorosas (ela literalmente riu durante o sexo) porque não deu certo para ela. Seu pai achava que ela tinha uma doença, portanto não se permitia fortes emoções, mas ela era uma moça justamente feita para essas emoções! O filme passa a mensagem de que não precisamos deixar de viver porque uma pequena coisa não deu certo na nossa vida. 
O final é minha parte favorita! Ela ajuda várias pessoas próximas a se encontrarem, aliviarem seus corações e acabou vivendo seu primeiro grande amor. Lindo demais! 

2. O Código Da Vinci


Em o Código Da Vinci, Audrey interpreta Sophie Neveu, criptógrafa da polícia e herdeira do sangue de Jesus e Maria Madalena. Foi criada por um "tio" muito louco que a tornou muito fechada e descrente das coisas. Lembro que no filme fala que Sophie era o Graal (que tudo né?), mas não sei se era um filme muito americanizado, mas não senti uma entrega dela como nos filmes franceses. O filme é uma adaptação da obra de Dan Brown dos quais eu ainda não li! As adaptações para o cinema foram mal vistas por não serem fiéis e terem coisas que o deixavam longe da verdadeira história.

3. Coco Antes de Chanel

Eu queria muito uma blusa assim
Esse é meu amorzinho, o filme que fisgou meu coração. Gabrielle "Coco" Chanel era uma dançarinha/cantora/garçonete a noite e de dia trabalhava em uma alfaiataria costurando bainhas de roupas. Só que a garota era mais que isso, acabou sendo atraída pelo milionário Étienne Balsan que bancou ela durante anos, só que ela não passava de uma atração para ele. Ela, muito dura com a vida, não cedia em todos os momentos, é um filme triste na maior parte do tempo, até suas piadas tem um tom bucólico. Gabrielle era conhecida por se vestir de homem ou por não usar espartilhos e sim roupas mais folgadas. Ela se apaixona e se torna amante de Boy Capel, o amor de sua vida. Quando a tragedia acontece ela se dedica toda para sua marca que já estava alçando voou!
É meu típico drama favorito. 

4. La Délicatesse (A delicadeza do amor)


Nathalie vive um relacionamento maravilhoso e perfeitinho com seu noivo/namorado, quando num momento ele morre. E tudo vira de cabaça para baixo, ela está apegada ao passado de forma que que nada em seu apartamento que lembra ele foi mexido. Está tudo como no dia fatídico. Ela sobe de cargo no trabalho (porque vive para isso), sua melhor amiga fica gravida e ela acompanha a criança crescer enquanto se arrepende por ter adiado ter um filho com o ex-marido. Até que um novo funcionário da empresa (Markus o ruivo/loiro grandalhão e desengonçado) aparece e eles se envolvem. A partir daí o filme vira a coisa mais fofa do mundo, eles descobrindo o amor em pequenos encontros, ao acaso e na simplicidade. Uma tradução para o título seria "Iguaria". Chorei bastante, então, recomendo!

Ficam as dicas de filmes lindões com a Audrey Tautou que é a minha diva do cinema francês! 
Leia mais...

"Como ser solteira" nos fazendo pensar sobre relacionamentos

Eu estava na praia, meu namorado se mostrou um exímio jogador de Play2 (o que me deixou um pouco triste, porque eu não esperava isso dele), eu estava emocional demais por causa da menstruação e apesar de termos levado muitos filmes para assistir acabamos não assistindo muitos dele. Mas, numa manhã que eu não quis ir pra praia ficamos e assistimos esse: "Como ser solteira" (link do adorocinema para quem não viu aqui). A princípio achamos (principalmente ele, mas vou acreditar que ele estava brincando) que seria um filme idiota, mas acabou sendo exatamente o contrário, fiquei horas refletindo sobre e cheguei a diversas conclusões!

A personagem principal é a Alice, ela sai de um relacionamento longo depois de decidir que precisa aprender a cuidar de si sozinha, porque é o que nós vemos todos os dias, nós (principalmente as mulheres, acredito eu) saímos da casa dos pais pra morar com o namorado ou casar, mas ninguém nos apóia a morar sozinha, tem que ter sempre uma "colega de quarto" ou "amiga" pra dividir o apê porque parece que é inconcebível a ideia de uma mulher jovem, sem ter tido um relacionamento como um casamento antes, sair de casa pra ter sua própria casa simplesmente porque quer!

Há uns anos atrás eu pensava em sair de casa exatamente como a Alice, eu queria saber me cuidar antes de querer "cuidar de alguém" ou "que alguém viesse a cuidar de mim", mas eu era superprotegida pela minha mãe, agora ela não faz mais isso com tanta frequência quanto antes, mas faz ainda. Aparentemente eu sou uma pessoa que "inspira cuidados", como disse certa vez um ex-ex meu, e posteriormente o namorado anterior ao João (o atual). Só que, eu não queria mais uma pessoa pra cuidar de mim, eu só queria saber me cuida. As vezes a gente sabe, as vezes a gente precisa de um colo, alguém que faça brigadeiro de panela ou um chazinho de madrugada. 


O que eu quero dizer é que a sociedade e nós mesmos fazemos com que isso se propague ainda em 2017! Tipo, a menina do filme em questão ACHA que já sabe se cuidar depois de uns bons meses de festa e sexo casual, só que o ex já tem outra! Ela fica mal, ok, fica. Aí sai mais um pouco, já tem seu próprio apê, mas acaba sempre recorrendo a irmã mais velha. Então ela conhece outro cara, mas ele não superou a perda da esposa e não quer que a Alice seja como uma mãe ou faça esse papel pra filha dele, porque esse papel é o da ex esposa falecida (sorry spoiler)


Alice faz aniversário e a melhor amiga convida o ex, o ex-pai-da-garotinha e o cara do bar que ela (a protagonista) teve uns "lances". O ex diz que se arrependeu mesmo estando de casamento marcado, eles quase transam e do nada ela lembra do que a amiga disse: que ela sempre acaba caindo no "pênis movediço", ela esquece dos sonhos, se torna uma ameba por causa do relacionamento e quando acaba é que lembra dos amigos e demais. E é nessa parte que ela dá uma guinada na vida dela sabe, e os outros personagens também. Como a irmã que decide ter um bebê e fazer produção independente, mas no final ela conhece um cara legal e dá tudo certo (essa parte é bem amorzinho), ou a menina viciada em sites de relacionamento que nunca acerta uma, até encontrar um cara real. Tem também a melhor amiga louca que não quer um relacionamento até ter certeza de que vai ser legal e que ela pode ser ela mesma (Digo que ela é louca porque mesmo tendo dinheiro, faz de tudo pra sempre os outros pagarem as coisas pra ela e também porque ela bebe demais e faz coisas engraçadas o tempo todo. Fora o figurino ser tão divertido quanto ela).


Então eu passei horas pensando nisso, como falei no começo e até quando nós estamos abdicando dos nossos sonhos por um relacionamento que pode acabar na próxima semana? Ou moldando a nossa personalidade sem motivos? Digo, ajustes são precisos, nenhum relacionamento funciona com murros em ponta de faca, mas, se fundir com a outra pessoa não é necessário, sabe?
Com isso, deixo vocês com essas reflexões e cinco lições que o filme passou.
1. Não é um filme idiota que fala sobre mulheres e festas.
2. É um filme que fala sobre relações e como a sociedade enxerga as mulheres solteiras.
3. Mostra a realidade das mulheres: ou elas TEM que aproveitar a vida ou elas TEM que estar em um relacionamento e como nós acabamos nos anulando e esquecendo dos nossos sonhos ao entrar num namoro.
4. Como a nossa necessidade de estar com alguém pode afetar nosso desenvolvimento e amadurecimento.
5. E finalmente, que nós não precisamos de ninguém para sermos felizes, porque a felicidade e a satisfação está somente em nós mesmas!
Mais uma coisa!
Somos livres, não precisamos de pessoas pra nos fazer feliz, a felicidade está em nós mesmos. Isso é o princípio para o amor próprio! É difícil? É, mas no final da sua vida você vai olhar pra trás e pensar que fez a coisa certa consigo mesma e com sua vida!

Leia mais...

Era uma vez, uma mãe... © Copyright 2011-2022. - Versão lavander-book. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.