Escrito e dirigido por Luc Besson
(de O quinto elemento, O profissional e outros), é um romance de fantasia
gótica baseado no clássico livro de Bram Stoker, Drácula de 1897. Preciso dizer
que relutei muito em escrever sobre esse filme, mesmo tendo adorado e chorado
muito no cinema. Fiquei completamente hipnotizada e inebriada com tudo, a
releitura do clássico, a linha do tempo, cenários, figurino, fotografia, trilha
sonora e por aí vai. Sou uma amante de romances góticos, principalmente os de
vampiro e criaturas noturnas. E, por esse motivo achei que escrever sobre o
filme seria mero clichê de uma amante de filmes de vampiros (sim, eu li
crepúsculo umas 3x e assisti todos os filmes da saga, me julguem).
Também sou apaixonada por dramas
sem finais felizes, amores impossíveis e toda a estética de almas gêmeas que se
encontram e se separam. Dito isso e vocês estando avisados que haverá muita
rasgação de seda pelo filme, podemos prosseguir.
Aviso aos navegantes que por aqui
trabalhamos com spoillers com fins de instigar você, caro leitor a apreciar as
obras das quais indico!
Corta para Londres e Mina
preocupada com sua amiga Maria que foi internada em um hospital psiquiátrico por
ter surtado no casamento por causa de um padre (sorrisinho amarelo aqui gente),
o Dr Van Helsing levanta a causa da loucura de Maria e uma equipe se forma para
tentar descobrir quem fez isso com ela. Eu nem vou entrar no personagem de Jonathan
Harker porque ele é, em todas as adaptações um grande banana tapado e sua única
serventia é mostrar a fotografia de Mina ao vampirão apaixonado, ponto e é
isso.
Ao encontrar a imagem de sua amada reencarnada viaja para Londres, onde encontra sua pupila e serva, Maria que diz ter encontrado sua amada Princesa Elisabeta e cumprido sua missão! Nesse ponto temos a cena de reencontro apaixonada, me segurei para não gritar no cinema: ao ver Mina chegando com Maria, todas as pessoas ao redor somem, como se só existisse ela e imagens dela como Elisabeta surgem oscilando entre a atualidade e o passado. Nesse momento vemos um Vlad absorto e encantado, olhos marejados e sorriso apaixonado!
Porém, como é um conto trágico,
vemos o desfecho do nosso casal sendo a disputa por manter Mina viva e matar
Drácula, livrando a humanidade da praga vampírica. Todo o clima de: se você a
ama a deixe viver sem amaldiçoá-la! Então, como em Romeo e Julieta, após pouco
tempo juntos, nosso casal se separa através da morte.
Fico indignada? Sim, porque na
minha mente eles mereciam uma eternidade juntos como vampiros! Não achei até então
uma história assim (não vou citar crepúsculo) em que o amor vivido eternamente
seria tão ruim quanto deixar sua amada livre da maldição. Muita abnegação e pouco
amor apaixonado. Fico repetindo a frase: sempre um bando de homens recalcados achando
que precisam salva a mocinha que escolheu viver sua aventura com um moreno,
rico, gótico de hábitos duvidosos.
Na vida real, obviamente que essa obsessão é uma loucura, mas em um mundo onde a realidade é tão cruel, a ideia de um amor para toda a vida parece um bálsamo milagroso para todos os problemas. O famoso: e viveram felizes para sempre ainda é um ideal para muitas pessoas e um sonho inalcançável também.






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