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Onze anos de blog (um tempo escrevendo)!


Fazem onze anos que eu escrevo aqui (quase o meme da Rose 'fazem 84 anos'), entre idas e vindas, entre a mesmice e o coração adolescente partido, entre o sucesso acadêmico e a vida corrida de mãe. Estou há semanas com vontade de sentar em frente ao computador e me entregar por horas a escrita de qualquer coisa que faça o mínimo sentido. Talvez, até chorar, em luto, pela morte da escritora em mim. A última escrita foi o TCC e depois disso, nada além de meia dúzia de textos no instagram e páginas no diário, amassado, que eu resgatei recentemente. Sinto, imensamente, saudade do ócio, do "fazer nada" e, ainda assim, fazer algo. Ler por horas, escrever durante a madrugada e não me preocupar em lavar roupas, com a janta ou se a casa está suja. Agora mesmo, escrevo com a Flora agarrada ao meu seio, mamando e dormindo.

Sinto falta da menina que criou esse blog e que passava horas em devaneios, escrevendo, pintando e sonhando. Não sei se ela teria orgulho de mim, já que ela desejava fazer muito mais antes dos 30. Acho, que o que eu faço hoje, que também é bastante importante, não seria a prioriade dela, nem da forma que ela faria. Mas, já está feito, e apesar de tudo, sou feliz por ser quem sou e fazer o que faço. 

É contraditório, não? Sentir falta de coisas e, mesmo assim, não desejar mudar nada?! Eu também acho. São saudades que vem com o amadurecimento e, hoje sei, que me identifico muito com o que me tornei e essa é minha melhor versão, apesar da frustração e da saudade de não ter pequenas pessoas que dependam de mim. Ser mãe é cansativo, é um investimento sem retorno, é um tempo que não volto. E, por não voltar é que é tão precioso. 

Eu cresci e ainda volto aqui para escrever, mesmo que ninguém leia, mesmo que essa plataforma esteja fora de uso ou obsoleta. Busquei lugares e passei semanas modificando a cara do blog somente para conseguir me sentir confortável em escrever novamente. Talvez eu siga escrevendo em outros lugares, tenho pesquisado e me encantei com uma 'rede social de escritores e leitores', a Scriv. Me procurem lá, ainda alimento o desejo de seguir escrevendo, e, quem sabe, publicar algo novemente. 

Alimentar o sonho da adolescente que vive em mim. 

Por hoje é só, grata por quem leu. 

Ps: adoro comentários.



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Escrita Criativa e a volta dos meus pequenos textos

Para quem sabe ou não eu estudo Pedagogia desde 2015 e estou há dois passos de me formar. Faltam 3 cadeiras + uns créditos em disciplinas eletivas. E uma delas é a tal da 'Escrita Criativa' que aborda a escrita de textos criativos, fala sobre gêneros literários e é uma prévia de um curso de graduação e pós que a PUCRS oferece. 

Esse é um pequeno exercício sobre narrativa que fizemos nas primeiras aulas, represente muito das minhas manhãs.

Sobre a manhã de uma mãe

Ela acorda, como de costume às 5h33min. Ainda está escuro, a casa é silenciosa e é possível ouvir a respiração daqueles que dormem ao seu lado.

Alguns pássaros cantam, começando seu dia. Ela sai sorrateiramente da cama, os pés descalços no piso frio. Põe o café para passar e senta-se desejando um momento de tranquilidade antes do dia de fato começar. Mas, no silêncio da manhã ela ouve um choro que vem do corpo pequeno e quente de seu filho no cômodo ao lado. Ela não conseguiu seu momento de tranquilidade naquela manhã.

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Escrita Criativa e Minha Escrita Trágica


Estou fazendo a cadeira de escrita criativa como disciplina eletiva/opcional, e está sendo muito bacana explorar a escrita com temas aleatórios que o professor determina. Hoje escrevemos com o tema "Encontrou a faca", e, como eu estava nervosa acabei escrevendo um pequeno conto trágico. O que é o que acontece quando eu estou sob pressão e nervosa, sou trágica e cômica. 

E, como não sabia o que escrever hoje, decidi falar sobre isso, que é a realização dos meus sonhos mais íntimos, escrever oficialmente e ser considerada uma escritora algum dia. Pretendo fazer o curso e estou arrecadando dinheiro, mas tá difícil, bora pedir cinquentinha pra um amigo aqui e outro ali, porque a gente é filho de deus né!

Bem, sigo na minha luta, deixo pra vocês meu exercício de aula e espero que gostem!
Era noite escura, tateando o escuro Juliano abriu a porta, acendeu a luz da sala, largou a mochila pesada no sofá e foi direto para a cozinha pois estava com sede. Ao acender a luz da cozinha se deparou com um rastro de sangue no piso branco. A porta da área de serviço estava aberta e o rastro seguia para lá. Com o coração palpitante foi andando até lá, encontrou perto dos degraus seu pastor alemão morto. O medo invadiu seu peito, onde estava o assassino, ele pensou. Foi quando um barulho o assustou, ele virou na direção de onde havia vindo e encontrou a faca que matou seu cachorro, ela estava na mão de sua ex namorada raivosa. Juliano não viu mais nada.

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